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O que vou escrever aqui não foi planejado e eu tão pouco sei o que vai sair dessa linha em diante. Eu preciso apenas escrever. Pra me sentir bem. Pra tirar do meu peito esse aperto que eu to sentindo. Preciso escrever, porque de uma forma ou de outra isso me faz bem, alivia o que eu sinto.
Eu sou aquele tipo de menina que você nunca vai encontrar por aí pulando Carnaval ou compartilhando saliva e milhares de bactérias com vários garotos numa só noite. Eu sou quieta e tímida e quando gosto de alguém é pra valer. Ninguém me faz desistir fácil das coisas, sou cabeça dura e movida por sentimentos borbulhando dentro de mim. Costumo confiar demais nas pessoas e por esse motivo quase sempre acabo me machucando. Tá aí um defeito meu.
De uns tempos pra cá muitas coisas aconteceram comigo. Me decepcionei, amadureci e me tornei mais resistente. Posso ter caído muitos tombos e ter quebrado a cara muitas vezes, mas todas essas vezes me serviram para me deixar ainda mais forte. Mas confesso que não foi o suficiente para me deixar bem por completo. De vez em quando ainda fico mal quando algumas lembranças insistem em me tirar a paz, quando alguém toca meio que sem querer em alguma das minhas feridas.
Ninguém nunca vai entender meus sentimentos. Mesmo achando que me conhecem bem, nunca entenderão de verdade o que se passa aqui dentro.
Sou inconstante, complicada e sonhadora. Às vezes sonho alto demais e consequentemente me decepciono feio. Sou ciumenta. Tenho ciúmes até mesmo do que não me pertence. Esse é outro defeito meu. Aliás, sou cheia de defeitos. Sou impulsiva, ansiosa e indecisa. Machuco quem me ama e corro atrás de quem nem se importa comigo. Vai entender...
Às vezes parece que o mundo inteiro resolveu desabar em cima da minha cabeça, tudo no mesmo dia, na mesma hora.
Só queria um lugar pra fugir de tudo, um lugar sem pessoas pra me lembrar o que é certo e o que é errado, o que devo fazer ou não. Só queria um tempo pra eu e apenas eu. Pra ficar sozinha. Pra me resolver, me decidir.
Sinceramente, cansei desse mundo hipócrita, dessas pessoas fingidas que estão pouco se importando se eu estou bem ou não, que se dizem meus amigos e quando eu preciso viram as costas. Depois reclamam que eu mudei, que eu me tornei outra pessoa, fria e insensível.

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